sábado, 27 de abril de 2013


Guarda Municipal aguarda retorno da PBH para por fim a manifestações

Um dia depois da manifestação que parou o trânsito de Belo Horizonte, a greve da Guarda Municipal pode terminar nesta sexta-feira. Representantes da categoria se reuniram com os secretários municipais de Planejamento e Segurança Urbana e Patrimonial para discutir a possibilidade de desocupação da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e fim dos protestos. No encontrou houve acordo entre as partes e a categoria aguarda uma resposta da  prefeitura em relação às reinvindicações. A assessoria de imprensa da prefeitura afirmou que uma resposta deve ser apresentada até o final da tarde desta sexta-feira.

O acordo estabelece que os manifestantes desocupem o prédio da prefeitura e acabem com a greve. Por sua vez, a PBH deverá respeitar um cronograma para discutir a lista de demandas da categoria. 

Segundo o sindicato da Guarda Municipal, entre as reivindicações está o armamento da categoria para garantir mais segurança aos trabalhadores, um aumento de 25,6% no salário, além do pagamento de adicional de risco. 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Minas Gerais (Sindiguarda-MG) Pedro Ivo Bueno, caso a proposta seja aprovada pelo prefeito, a greve pode acabar ainda nesta sexta. “Nos entendemos no sentido de evitar um mau maior”, destaca.

Enquanto isso, guardas municipais continuam ocupando uma faixa da Avenida dos Andradas. De acordo com a BHTrans, o trânsito flui normalmente no local.

Na quinta-feira, cerca de mil guardas pararam as Avenidas dos Andradas e Afonso Pena. A lentidão atingiu todo o hipercentro, se alastrou pela Avenida Amazonas e pelo Complexo da Lagoinha até chegas às Avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado e Pedro II.

Eles também invadiram a sede da Guarda Municipal, ato que foi considerado ilegal pelo comandante do Policiamento Especializado da Polícia Militar, coronel Antônio de Carvalho. Segundo a assessoria de imprensa da Guarda Municipal, o órgão está identificando os participantes da invasão, que serão responsabilizados. Um dos pedidos do sindicato é que esses manifestantes não sofram represálias.

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