sábado, 7 de setembro de 2013

Protesto termina em briga entre PM e Guarda Municipal em Americana, SP
Confusão ocorreu após GM fazer cordão de isolamento para manifestantes.
Todos os envolvidos na briga foram levados para a Delegacia Seccional. 

Manifestante ficou ferido durante protesto em Americana (Foto: Márcio de Campos/EPTV)

Policiais Militares e patrulheiros da Guarda Armada Municipal de Americana (Gama) tiveram um desentendimento na manhã deste sábado (7), em Americana (SP), durante um protesto após o desfile da Independência no Centro da cidade. Segundo a Polícia Civil, alguns integrantes do Movimento Pula Catraca e de outras representações tentaram realizar um ato um  após o desfile das autoridades, mas foram impedidos por um cordão de isolamento feito por patrulheiros da Gama. No entanto, policiais militares não concordam com a decisão dos guardas e iniciaram uma discussão. O desentendimento começou após um tenente-coronel da Polícia Militar dar voz de prisão para um inspetor da corporação municipal.
Antes da confusão, o inspetor da Gama também havia ordenado a prisão o líder do Movimento Pula Catraca, além de dois integrantes da Pastoral da Juventude. Depois do desentendimento, os três detidos, o tenente-coronel da PM e o inspetor da guarda foram encaminhados para a Delegacia Seccional da cidade para prestar esclarecimentos.
O tenente-coronel da Polícia Militar Sérgio Kanno afirmou que tomou a atitude de dar voz de prisão ao inspetor da Guarda Municipal porque ocorreu o descumprimento de um acordo feito antes do desfile. "Nós havíamos feito um acordo que nenhum manifestante seria impedido de entrar no desfile desde o ato fosse pacífico. Esse cordão de isolamento não tinha que existir, muito menos a prisão de uma pessoa. Por isso eu dei voz de prisão ao inspetor, porque achei a decisão arbitrária e a missão de estabelecer a ordem é da Polícia Militar", disse.
A Guarda Municipal afirmou, em nota oficial, que os manifestantes não estavam devidamente credenciados e que por isso fez o cordao de isolamento. Além disso, a assessoria da Gama disse que estava aguardando a autorização da Secretaria de Cultura para liberar a passagem, mas a Polícia Militar interviu antes da decisão da Prefeitura. A nota ainda afirma que "qualquer relato de violência por parte dos guardas municipais deve ser registrado em Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. O documento é em seguida encaminhado à Guarda Municipal para apuração da conduta de seus patrulheiros por meio de sindicância instaurada na Corregedoria da corporação".